Tramita na Câmara dos Deputados projeto de lei objetivando auxílio às empresas em face da pandemia, criando o PERTCP, o que, na visão dos autores, visa garantir um Plano de Recuperação Fiscal.

Objetiva incluir o artigo 15-A na Lei 13988/2020, a qual criou as regras para tornar viável o instrumento da transação tributária prevista no Código Tributário Nacional em seu artigo 171 (desde 1966 aguardava regulamentação!).

Possibilitará o pagamento de dívidas perante a RFB e PGFN com parte sendo quitada à vista e o saldo dividido em até 84 vezes, inclusive com oferta de créditos próprios e de terceiros, além do uso de prejuízos fiscais e bases negativas da CSLL.

Se convertido em lei este projeto, tal qual o texto original, possibilitará, perante a RFB:

  • Regularizar débitos tributários e não tributários vencidos até o último dia de vigência da situação de calamidade pública;
  • Incluir parcelamentos anteriores rescindidos ou não;
  • Pagamento à vista de 10% do débito e liquidação do saldo mediante uso de prejuízo fiscal e bases negativas da CSLL ou outros créditos geridos pela RFB;
  • Pagar 24% da dívida em 24 vezes e liquidação do restante mediante uso de prejuízo fiscal e bases negativas da CSLL ou outros créditos geridos pela RFB;
  • Parcelamento em 96 vezes mediante pagamento à vista de 20% da dívida;
  • Parcelamento em 120 vezes, observados percentuais mínimos sobre o valor da dívida consolidada:
  1. a) Da 1ª à 12ª parcela: 0,5%;
  2. b) Da 13ª à 24ª parcela: 0,6%;
  3. c) Da 25ª à 36ª parcela: 0,7%;
  4. d) Da 37ª em diante em até 84 vezes, no percentual correspondente ao saldo remanescente.

Na PGFN a regra será esta, se aprovado o texto:

Pagamento à vista de 20% do débito e liquidação do saldo em 96 meses;

  • Parcelamento em 120 vezes, observados percentuais mínimos sobre o valor da dívida consolidada:
  1. e) Da 1ª à 12ª parcela: 0,5%;
  2. f) Da 13ª à 24ª parcela: 0,6%;
  3. g) Da 25ª à 36ª parcela: 0,7%;
  4. h) Da 37ª em diante em até 84 vezes, no percentual correspondente ao saldo remanescente.
  • Permite o uso de créditos e, se houver saldo após a compensação, estes poderão ser parcelados em até 60 vezes.
  • Permite o uso de prejuízos fiscais e bases negativas da CSLL até o último dia do decreto de calamidade pública.

Tanto na RFB, quanto na PGFN, os prejuízos e bases negativas, próprios e de pessoas vinculadas ao devedor, apurados até o último dia em que vigorar o Decreto de Calamidade Pública e declarados até 180 dias depois, poderão ser utilizados.

Para acompanhamento do projeto acesse https://www.camara.leg.br/propostas-legislativas/2250578

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