Os meses de abril e maio são períodos em que as empresas de capital aberto divulgam os seus resultados do 1° trimestre. É a oportunidade para os acionistas destas companhias analisarem os números e perspectivas apresentadas nestes relatórios e, de certa forma, avaliar o destino do próprio patrimônio.

As informações contábeis intermediárias, popularmente conhecidas como ’trimestrais’, são relatórios divulgados ao mercado no fim de cada trimestre do ano, totalizando quatro em cada exercício, além de um consolidado anual apresentado junto com os resultados do quarto trimestre. Por este motivo, é de extrema importância entender os demonstrativos de uma empresa: são eles que nos contam a história daquela companhia em questão, do ponto de vista econômico-financeiro.

Neste artigo, iremos auxiliar o usuário desses demonstrativos em diversos aspectos, desde onde são divulgados estes relatórios, como identificar informações importantes aos acionistas e interessados no futuro de uma companhia e até se a empresa investida está lhe dando retorno esperado e/ou se atende à finalidade pela qual o investimento foi feito.

Onde encontrar as informações divulgadas pelas Companhias?
Normalmente as Companhias abertas disponibilizam em seus websites links de relações com investidores, onde são divulgadas apresentações dos resultados mensais, trimestrais e anuais, como também são divulgados eventos e fatos relevantes que requerem algum tipo de divulgação ao mercado e aos seus acionistas. Você pode também encontrar no site da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) as mesmas informações.

Entendendo os números:
Entre os demonstrativos elaborados pelas Companhias estão: o Balanço Patrimonial, que demonstra a situação financeira de uma empresa: bens (ativos), dívidas (passivos) e patrimônio líquido (a ‘riqueza’ da companhia); o DRE (Demonstração do Resultado), que detalha as fontes de receitas e de despesas, demonstrando como o lucro ou prejuízo foi alcançado; e o DFC (Demonstração do Fluxo de Caixa), que detalha a origem de recursos e despesas, revelando a capacidade de uma empresa de gerar caixa, honrar compromissos e a maneira que o capital da empresa é usado no dia a dia. Estes três demonstrativos oferecem aos gestores e acionistas uma visão completa da saúde financeira de uma Companhia, todos eles se complementam, de forma que eventuais dúvidas ou análises de comparabilidade de um período com o outro sejam esclarecidas pelos leitores. Esses demonstrativos cumprem também uma função extremamente importante: fornecer a informação fundamental para o usuário fazer projeções das atividades e resultados futuros da companhia, o que é crucial para determinar se o investidor conservará esse investimento, disporá dele ou até o aumentará.

Outro relatório extremamente importante e que contextualiza os números e as principais transações de uma Companhia são as notas explicativas. Através desta parte, é possível ter uma visão do contexto operacional e analisar as principais movimentações do período, por exemplo, o endividamento da organização pode ser analisado dentro deste contexto operacional, já que um quadro de alavancagem pode estar relacionado ao crescimento da Companhia. Quanto maior o nível de detalhamento, melhor será a qualidade e o nível das análises que os especialistas de mercado poderão realizar baseados nos relatórios contábeis.

Através das informações contábeis intermediárias, também é possível analisar indicadores quanto a performance da empresa em comparação com períodos anteriores. É viável examinar se o Capital Circulante Líquido (CCL) é negativo ou positivo, verificar o crescimento da receita líquida, margem bruta e lucro líquido. Outros indicadores como a posição de caixa e o endividamento, que podem indicar quanto uma empresa pode ou não acelerar o seu crescimento, também são analisados.

Por fim, um dos indicadores mais comuns e que os especialistas de mercado mais acompanham está relacionado ao EBTIDA (Earnings Before Taxes, Interest,Depreciations and Amortizations – Lucro antes de impostos, juros, depreciações e amortizações), que indica o quanto de caixa e equivalentes de caixa a empresa gerou a partir de sua atividade principal, sem considerar alavancagem operacional, ou seja, qual o percentual da receita da empresa que se converte em caixa antes do pagamento de impostos, juros de dívidas, depreciação do patrimônio e amortização. Quanto maior a margem EBITDA, maior a geração de caixa para investimento sem endividamento ou para pagamento de dividendos aos acionistas.

Caso tenha interesse em obter maiores informações sobre a preparação dos relatórios contábeis da sua empresa, conte conosco para uma conversa preliminar, podemos auxiliá-lo em diversas formas.

 

  Ricardo Dias | Diretor de Capital Markets

Atua há mais de 20 anos na área contábil, trabalhando em empresas de outsourcing e consultoria. Participação em diversos projetos de abertura de capital, operando como especialista contábil. Apoio à empresas na preparação e apresentação das demonstrações financeiras de acordo com as normas nacionais e internacionais.

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