A epidemia de Coronavírus, renomeado para COVID-19, vem assustando o mundo, seja pela sua alta capacidade de transmissão, bem como pelo seu elevado índice de mortalidade.

O Brasil não tem medido esforços para construir uma barreira de proteção contra a doença em si, mas por outro lado, outra barreira silenciosa também está sendo levantada sem muitos alardes, e que também começa a gerar preocupações. Trata-se de uma barreira comercial “invisível” entre Brasil e a China, a nossa principal parceira de negócios. Esta barreira não ocorre em função de sanções ou guerras comerciais entre os países, mas pela gravidade da situação da saúde pública chinesa, de forma que o seu governo corretamente vem restringindo a circulação das pessoas. Esta situação não só afeta diretamente o setor de manufatura, como também, logísticas de matérias-primas e mercadorias. Recentemente, esta restrição de circulação atingiu um patamar inédito, de forma que as duas principais cidades chinesas, Pequim, capital política e Xangai, capital econômica estão em marcha lenta. Se os dois principais “motores” da China estão quase parando, o efeito dominó de estagnação nas outras cidades será uma questão de tempo. Provavelmente, a China reduzirá o ritmo de compras dos produtos brasileiros, essencialmente commodities, pois não terá como escoar estes produtos. Por outro lado, também reduzirá as vendas de produtos manufaturados para o Brasil, pois dos poucos que conseguirem produzir, a prioridade serão os mercados americano e europeu.

É difícil prever quanto tempo essa situação vai durar, mas a capacidade de reação do governo chinês tem deixado o mundo admirado. Como exemplo, não é qualquer país que consegue construir um hospital com capacidade para mais de mil pessoas em 10 dias, bem como restringir a circulação e impor quarentena para mais de 40 milhões de pessoas na cidade de Wuhan e na província de Hubei, o epicentro da doença. Devemos admitir que o regime socialista, neste caso, tem demonstrado uma eficiência singular.

Por fim, nos resta aqui do outro lado do mundo, torcer para que a Coronavírus (COVID-19) não desembarque no Brasil, que até agora não teve nenhum registro da doença, bem como que uma vacina seja desenvolvida para suspender a epidemia e que o governo chinês consiga o quanto antes controlar a doença e, consequentemente reativar a economia. Pois, se a missão fracassar, não só o Brasil, mas o planeta poderá ter consequências desastrosas similares as piores doenças da história da humanidade.

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