Reza a lenda que o bom empreendedor aproveita as crises para investir, se preparando para a ‘retomada’. Precisamos ver se esse finalzinho de 2021 confirma o ditado.

Por força das circunstâncias, tanto internas quanto internacionais, o Banco Central do Brasil – guardião do poder de compra da moeda nacional – viu-se obrigado a ‘puxar’ altas da Selic que ninguém teria vaticinado um ano atrás. Praticamente desde o início de 2020, com os rendimentos da renda fixa despencando, notamos um movimento de investidores abandonando o conforto da renda fixa e se dispondo a assumir maiores riscos, migrando para aplicações de renda variável.

Esta circunstância, somada a planos de investimento e de crescimento de muitas empresas, sustentou uma ‘disparada’ das operações de abertura de capital no Brasil (IPOs, na sigla em inglês). Nesse momento, ficou claro que não só grandes empresas estavam abrindo o capital e lançando ações no mercado. A quantidade de operações de IPO aumentou sensivelmente, acompanhada de uma relativa queda no ‘ticket médio’ dessas operações. A leitura dessa combinação de fatores foi fácil: empresas médias estavam também aproveitando a ‘onda das IPOs’.

Porém, a partir de meados de 2021, esse movimento arrefeceu. As incertezas políticas, o aumento da inflação (fenômeno que se observa em várias partes do mundo) e a recuperação econômica do País mais lenta do que o esperado, fizeram muitos empresários pisarem no freio. Devemos concluir que aquela bonança acabou? Entendemos que não. Interpretamos este momento como um ‘freio de arrumação’. Corolário: quem estava enxergando uma abertura de capital no futuro, está somente aguardando o momento mais conveniente – a tal janela de oportunidade.

E agora, a parte mais importante, que se coaduna com o primeiro parágrafo deste breve artigo: sem a menor sombra de dúvida, este é o momento para preparar sua empresa para um IPO. Este é o momento de ‘investir para a retomada’. Este é o momento de se perguntar: minha empresa tem as condições de governança corporativa, de estrutura contábil, de fortes teses de investimento, de montar rapidamente uma área eficaz de auditoria interna? Quando decidir encarar a abertura de capital, será possível fazer isto de maneira rápida e eficiente?

Se a resposta for não, e acredito que esta seja a situação de grande parte das empresas médias que terão condições e apetite para abrir o capital, o conselho de ouro é: procure seu assessor e comece a ‘arrumar a casa’ já. Contadores, auditores e profissionais de consultoria empresarial, especialmente aqueles de finanças corporativas, são essenciais para o êxito da sua operação.

Nós podemos auxiliar a sua empresa com as melhores soluções em Capital Markets. Entre em contato conosco.

 

  Ricardo Rodil – Lead Partner – C Markets

Atua há mais de 40 anos na execução, gerenciamento e direção de trabalhos de auditoria e consultoria. Possui sólida experiência em consultoria estratégica a empresas estrangeiras no Brasil, trabalhos de due diligence, assistência pericial de parte em processos judiciais e arbitrais no Brasil e no exterior, conselho fiscal e mediação com especialidade em contabilidade e finanças.

Smart decisions. Lasting value.

© 2019 Crowe Macro Auditoria e Consultoria Ltda.
Crowe Macro Auditoria e Consultoria Ltda. is a member of Crowe Global, a Swiss verein. Each member firm of Crowe Global is a separate and independent legal entity. Crowe Macro Auditoria e Consultoria Ltda. and its affiliates are not responsible or liable for any acts or omissions of Crowe Global or any other member of Crowe Global.

Mostrar Aviso