Muitas empresas se antecipam a possíveis crises com programas de melhoria de performance realizados internamente ou através da contratação de consultoria externa.

Infelizmente, esta não é a regra.
A prevenção não é feita, a crise vem, e diante da crise, o comportamento típico tem sido, em sequência:

  1. Negação da crise – fase de complacência, onde os sinais são ignorados;
  2. Minimização da crise – crença de que a crise desaparecerá sem a necessidade de ações específicas;
  3. Deterioração Progressiva da Empresa – algumas ações, insuficientes e descoordenadas, são tomadas, mas a crise permanece subestimada;
  4. Colapso da Empresa – incapacidade de agir, paralização.

A rapidez na ação é fundamental.
Um turnaround*1 é a solução para empresas em crise, seja por falta de recursos ou de posicionamento estratégico, seja porque enfrentam um período anormal de rentabilidade insuficiente para sustentar as suas operações ou a sua sobrevivência no seu ambiente de negócios.

A classificação e identificação das causas da crise é essencial para o sucesso do turnaround. Entre outros aspectos, devemos observar se elas são (i) exógenas ou endógenas, (ii) crônicas, agudas, contínuas ou periódicas, (iii) temporárias ou permanentes e (iv) fatais ou tratáveis.*2

Um bom diagnóstico inicial, que pode ser feito em poucas semanas, é a etapa crítica para analisar a viabilidade e planejar um turnaround eficaz, que é aquele que leva a Empresa a:

  • Reverter o declínio de performance;
  • Afastar a ameaça à sobrevivência;
  • Atingir a rentabilidade sustentável.

Após uma primeira etapa de alto foco em ações emergenciais, o turnaround consiste basicamente na reestruturação de processos, operações, finanças & controle e marketing & vendas, além da formulação e implantação da nova estratégia.
Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhores as chances de sucesso do turnaround. Se a necessidade é reconhecida antes que os sinais financeiros sejam evidentes, o turnaround pode ser feito de forma rápida e com menos efeitos colaterais.

*1: Embora sem o mesmo impacto da tradução literal (reviravolta), o turnaround no Brasil é muitas vezes referido como sendo simplesmente reestruturação, termo que a nosso ver inclui reformas menos impactantes em organizações que se encontram em situações menos críticas.

*2: ITMS (International Turnaround Management Standard)

 

Márcio Barreiros – Performance & Project Management Director

Profissional com mais de 35 anos de experiência com desenvolvimento e implantação de projetos industriais e estruturação organizacional. Possui experiência como Diretor de Negócios e já atuou em projetos de grande porte para grupos nacionais e internacionais.

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