Existe, há muito tempo no mercado, uma preocupação com o trabalho extradomiciliar das mulheres, que na década de 70 iniciaram as primeiras tentativas de ocupar um espaço dominado pela classe masculina.

Segundo referências do Serviço de Estatística de Educação e Cultura do MEC, na década de 70, houve uma duplicação percentual das mulheres matriculadas no ensino superior, na área de ciências econômicas e administração de empresas.

O fato de que tem havido um aumento gradativo e significativo do número de mulheres nesses programas até os dias atuais é indicativo de que as mulheres estão assumindo postos de comando e de que as empresas estão investindo nas mesmas.

Mas o que as mulheres trouxeram ao mercado de trabalho que faz grandes corporações investirem em suas carreiras?

Primeiramente nós mulheres éramos vistas como custo adicional, já que previam muito cedo nossa licença maternidade, nossas ausências para consultas ao pediatra, reuniões de escolas e toda a rotina de uma casa que ficara para trás durante o dia.

O tempo mostrou que, mesmo acumulando funções, a mulher é mais disciplinada, tem foco, visão sistêmica, sociabilidade e jogo de cintura para lidar com discordâncias (conflitos de trabalho).

Essas características nos colocaram na ocupação de 43% dos cargos de confiança nas empresas.

Iniciei muito cedo minha carreira na área de auditoria. Na década de 90 ainda nos deparávamos com o domínio masculino nas grandes empresas deste setor e, para mim, foi uma grande surpresa a oportunidade aberta para sete mulheres em uma turma de 50 homens na época.

Como era a minha meta profissional, não tive receio algum de me igualar a eles, de me propor a fazer as mesmas coisas que eles faziam como carregar peso, passar semanas fora de casa a trabalho e estudar muito. Eu precisava surpreender nas avaliações anuais, não podia mostrar a fragilidade que eles esperavam, já que eu não era frágil, eu era muito capaz.

O primeiro grande desafio da carreira foi liderar uma equipe 100% masculina, driblar os assédios, manter o respeito e a disciplina em campo. Eu os tratava de igual para igual, afinal, não era o gênero que determinava a hierarquia e sim minha experiência técnica. Me tornei referência de líder entre eles, fidelizei o time, ganhei admiração e respeito por muitos que passaram pela minha equipe.

Hoje sou sócia da 8ª maior empresa de auditoria do mundo, lideramos uma equipe com aproximadamente 300 profissionais e valorizamos a competência e não o gênero. Administro meu tempo entre cuidar da minha família, jogar vôlei e empreender. Todo o sucesso está no equilíbrio da sua saúde física, emocional e social.

Luciana Toniolo – Audit Partner

Possui 22 anos de experiência no atendimento a empresas de médio e grande portes, fundos de investimentos e em projetos de fusões e aquisições. Atende clientes em uma variedade de indústrias, incluindo educação, manufatura, serviços, médica, commodities, energia, telecomunicações, indústria imobiliária e mídias sociais.

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